Quem foi ao SXSW London esperando encontrar uma réplica do festival que, há 39 anos, acontece em Austin (Texas, EUA), foi absolutamente surpreendido por uma edição que em quase nada lembrou o irmão mais velho.
O evento – realizado entre os dias 2 e 7 de junho – ocupou mais de 30 diferentes locais no bairro de Shoreditch, epicentro da economia criativa e “casa” de muitas agências de publicidade, startups e empresas de tecnologia. Entre galerias de arte, fabricas desativadas, igrejas e praças, a curadoria afiada priorizou debates em vez de palestras, deu ampla destaque para instalações artísticas digitais e colocou o Music em protagonismo.
Confira abaixo os destaques do nosso time que esteve em Londres para acompanhar o evento:
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IDENTIDADE PRÓPRIA

A primeira edição europeia do South by já nasceu com muita personalidade. Ocupou espaços públicos no descolado bairro de Shoreditch, testou novos formatos de conteúdo com menos keynotes e mais debates e trouxe artistas, estilistas e realizadores para o centro das conversas sobre o futuro da economia criativa.
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INOVAÇÃO GEOPOLÍTICA

A realização do evento na Europa também teve conotação geopolítica. Seja pela sessão de abertura conduzida pelo prefeito de Londres, Sadiq Khan, ou pela inesperada visita do Rei Charles ao festival, a mensagem é clara: a cidade quer ser um dos epicentros globais de inovação, atraindo empresas de IA, talentos e fundos de investimento.
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ARTES DIGITAIS

Um dos pontos altos foi a exibição de instalações artísticas digitais. Além da obra do britânico Damien Roach que estampou a entrada da The Truman Brewery, outros locais exibiram experiências (algumas gratuitas). Destaque para The Tree of Knowledge, criada com IA generativa pelo designer americano Bleepe, que, em 2021, vendeu um NFT com suas obras digitais por quase US$ 70 milhões.
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IMPACTO DA IA NA PUBLICIDADE

Muitos painéis debateram o tema, inclusive com a presença de líderes de agências de publicidade e holdings de comunicação. O CEO do WPP, Mark Read, apresentou uma plataforma proprietária operada por agentes de IA que reduz significativamente custos operacionais, tempo de entrega aos clientes e, também, a necessidade de pessoas. Não dá mais para fingir o contrário.
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MÚSICA E CULTURA

Para os que quiseram esticar além das sessões de conteúdo não faltaram opções. O South by inglês entregou ampla programação do Music com artistas prioritariamente europeus – novos nomes e outros já consolidados. As salas de exibição de filmes também destacaram obras com tecnologias embarcadas nas etapas de criação, produção e pós-produção.
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É TUDO SOBRE IA… E COMUNIDADES

Se inteligência artificial foi uma pauta transversal, a força da cultura de comunidades trafegou de forma paralela na agenda de conteúdo. Em um contexto de mudanças aceleradas e desafios igualmente dinâmicos, escutar e se aprofundar nas mais diversas comunidades são formas efetivas de criar e reforçar conexões significativas com as pessoas.
