MAX: inteligência artificial e as profissões criativas mais promissoras do mundo

Inovação em softwares de design e os novos perfis dos profissionais de criação e marketing são destaques do primeiro dia de conferência realizada pela Adobe

A capacidade de reunir 10 mil profissionais de 60 países faz da Adobe MAX uma das maiores celebrações criativas do mundo. Realizada nesta semana na ensolarada San Diego, na Califórnia, a conferência atrai diretores de arte e de criação, designers, fotógrafos, videomakers, jornalistas, escritores, roteiristas e gestores de marketing que têm em comum o interesse pelo poder transformador do design.

Aos olhos mais atentos, o evento concretiza um movimento inevitável e em estágio mais que avançado: a intersecção simbiótica entre criatividade e tecnologia.

Aqui, reunimos 4 insights do primeiro dia da conferência da Adobe:

1 – Robôs:
Inteligência artificial entra na criação
Reconhecida mundialmente como a “fabricante do Photoshop”, a Adobe deu passos largos em outros terrenos (e tem lucrado bem com isso), principalmente na área de Marketing Cloud. No entanto, a companhia atualiza anualmente o portfólio de Creative Cloud e, nesta quarta-feira, 2, revelou no palco da MAX sua primeira iniciativa na área de inteligência artificial, batizada de Adobe Sensei.

A ferramenta reúne dados de Creative Cloud, Adobe Document Cloud e Adobe Marketing Cloud para fornecer serviços de design baseados em artificial intelligence (AI) e machine learning. Com isso, algoritmos, dados e imagens serão cruzados e poderão ser criados baseados no contexto e na sensação que cada conteúdo precisa transmitir, diz a empresa.

Seria a automação do trabalho do designer? Os robôs que já compram e vendem mídia poderão também criar anúncios? O presidente e CEO da Adobe garante que não. “Pelo contrário. É a evolução do trabalho do designer que passa a contar com o Sensei para criar as melhores experiências digitais possíveis com o mais robusto suporte que a tecnologia pode ofecer”, disse Shantanu Narayen.

O fato é que o investimento em inteligência artificial feito pela Adobe e por outras tantas empresas não acaba com a função humana do criativo, mas transforma seu perfil, tema que nos leva ao próximo insight.

2 – Aceita e corre atrás:
O criativo do futuro manja muito de tecnologia
Se a união entre dados e criatividade reconfigura o job description do designer, esse profissional, assim como todos os outros relacionados à criatividade e ao marketing, terá uma veia cada vez mais digital.

Entender de tecnologia? Sim. Não precisa ser especialista. Mas é necessário ter a capacidade de enxergar as possibilidades, o contexto, a “big picture”, o todo, e não só o seu quintal. O trabalho do marketing e da criação está sendo orientado gradualmente a criar soluções e experiências. E elas, inevitavelmente, passam pelo digital.

Parece subjetivo, mas para materializar esse insight enumeramos abaixo as 10 profissões de criatividade e marketing mais promissoras do mundo, segundo pesquisa do The Creative Group apresentada aqui na MAX:

1 – Desenvolvedor Web Front-End
2 – User Experience (UX) Designer
3 – Visual Designer
4 – Estrategista Digital
5 – Gestor de Marketing Digital
6 – Mobile Designer
7 – Estrategista de Conteúdo
8 – Gestor de Projetos
9 – Interactive Copywriter
10- Web Designer

3 – Responsabilidade:
Criatividade para solucionar desafios globais
Parece papo de “envagelista”, e dependendo do contexto até é. Mas se considerarmos que o mundo tem mudado de forma mais intensa do que nunca, a tecnologia criativa pode ser o caminho propositivo de soluções para grandes desafios globais. “A comunidade de fotógrafos, storytellers, artistas, designers, estudantes, professores e líderes  traz o poder da criatividade, da arte e da ciência, levando as experiências para níveis superiores. Podemos ajudar a transformar o mundo e a vida das pessoas”, afirmou Shantanu Narayen.

Acha que é blá blá blá?

Então dedique algum tempo e conheça iniciativas como Humans of New York e Women Rising que, de forma simples e criativa, usam o poder da conectividade para inspirar e provocar pessoas e governos em torno de suas causas. E fazem isso basicamente criando bom conteúdo e dando luz às histórias com experiência, estética e escala digitais.

4 – Salada:
Diversidade é o caminho… e faz bem pra você e pra sua marca
Sua empresa está apanhando porque a campanha que lançou foi considerada machista? Seu vídeo foi boicotado porque só mostra pessoas brancas e loiras? Seu conteúdo não consegue atrair uma comunidade específica?

A resposta e a solução parecem óbvias, mas ainda custa a ser colocada em prática: diversidade. De novo: diversidade. Mais uma vez: diversidade.

Assim como acontece há alguns anos no Festival de Cannes e no SXSW, diversidade permeou as apresentações e os workshops da MAX nesta quarta-feira. E não poderia ser diferente. Nós garantimos: esse é o único jeito de chegar lá. Seja o “lá” o paraíso ou o objetivo de cada um, individual e coletivamente.

Aposte em pessoas com origens distintas. Em homens e mulheres. Aposte em experiências de vida completamente opostas. Em orientações sexuais diferentes. Aposte em negras, ruivos, loiras, morenos. Essa salada demanda mais tempo, mas atende anseios e necessidades contemporâneas. “O processo pode ser duro e até mais moroso, mas o resultado será incrível. Diversidade não é mais luxo ou discurso de marca boazinha. Diversidade é obrigação. É refletir dentro da empresa o mundo real”, disse Diane Domeyer, diretora executiva do The Creative Group.

Lacrou!

Seguimos aqui na MAX até a próxima sexta-feira, 4, com a publicação de análises diárias com os principais insights do evento.

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